16.9.22

Bicentenário e coroação da monarca

O último ato de estadista da Rainha Elizabeth II foi uma carinhosa mensagem congratulando o presidente Bolsonaro e o povo brasileiro pelos 200 anos da Declaração da Independência do Brasil. Lembrou com carinho a visita ao país em 1968 desejando que continuemos trabalhando com esperança e determinação para superar os desafios globais juntos.

Depois do sucesso histórico da festa popular do Bicentenário da Independência do Brasil, com público recorde em todas as capitais e centenas de cidades do Brasil, um outro evento, realizado com pompa e circunstância, foi considerado pelas autoridades ali presentes e pela mídia hegemônica como mais importante do que os 200 anos de independência do país.

Foi a posse da nova presidenta do Supremo Tribunal, com ampla cobertura da velha imprensa e mídia ativista. A suprema presidenta, em seu discurso de posse, nos forneceu indícios dos bastidores do novo Poder Moderador não proclamado. Ao dizer que "sem juízes independentes e sem imprensa livre não ha democracia... os direitos humanos e fundamentais contra quaisquer formas de opressão, intolerância, exclusão e discriminação", deixou a nação na dúvida. 
Diante dos atos autoritários desse Poder Moderador Supremo contra a liberdade de expressão nas redes sociais, a repressão a jornalistas proibidos de trabalhar, exilados e 'cancelados', a destituição de parlamentares sem crime previsto em lei e até a aplicação de multa a seus advogados, o discurso revela cinismo ou contradição em relação aos fatos?
Ao citar "um mal compreendido ativismo judicial", após ignorar o papel constitucional da Procuradoria Geral da República e insistir em abusos como os hediondos inquéritos ilegais nos quais seus colegas se colocam como vítimas/autores, investigadores, promotores e juízes, a nova "monarca suprema" da referida corte ativista já nos forneceu a resposta.
Enquanto isso, seus colegas absolutistas promovem um aumento imoral e ilícito de mais de 20% em seus já supremos proventos, com reflexos iguais nos privilegiados salários dos mais abastados marajás estatais do Brasil.
A tirania está instalada, a Corte Suprema do Marajato tupiniquim anulou a Constituição, o Presidencialismo e o Estado de Direito no Brasil, exacerbando como nunca a espoliação e opressão do povo brasileiro por essa nova categoria vitalícia de poder.
Viva a Monarquia do Estado de Esquerda do Brasil.




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