Quando não há independência entre os 3 poderes, e estes passam a ser dominados por um partido ou uma quadrilha, não existe Democracia. Quando o Executivo, o Legislativo e o Judiciário de um país caem nas mãos de um grupo hegemônico de poder, temos a ausência do Estado de Direito, temos uma ditadura.
É o que hoje ocorre no Brasil. Não faltou sequer o culto à personalidade, a idolatria sistêmica, característica das tiranias mais infames.
Até uma ex-prefeita que foi chutada pelo chefão do esquema continua ajoelhada a ele.
A disputa eleitoral determinada pelo presidente de facto pela reconquista da prefeitura de São Paulo é um exemplo do grau de dominação, pressão e até "coincidências" com ataques de facções do crime organizado e armado, como em 2006 e 2010, para garantir o "resultado eleitoral" desejado, já que as eleições ainda são necessárias para manter uma fachada democrática.
O julgamento do processo do Mensalão já é uma conquista do clamor popular e de patriotas na imprensa e na sociedade civil que não permitiram que o maior crime federal fosse esquecido.
Mesmo assim, pelo fato de não ter havido 'impechment' quando o escândalo foi revelado, as instituições de nosso país foram desmontadas e anuladas nos 7 anos - de azar - que se sucederam.
Culpa, entre outros, de membros da oposição, do MP, da PF e dos ministros do STF - e até do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso - que abafaram ou ajudaram a neutralizar o escândalo "em nome da governabilidade". Governabilidade para que tipo de "governante"?
No ínterim, a corrupção por atacado, respaldada pela impunidade e blindagem dos chefões desde o presidente de facto até o último de seus parentes, assessores e associados, passou a ser o 'modus operandi' da organização criminosa internacional no Brasil.
Neste ano, uma das novas variantes do Valérioduto (canal financeiro do Mensalão) foi descoberta: o Cachoeiroduto. O Mensalão continuou incólume, só mudou de formato.
Oito dos onze ministros do STF foram nomeados pelos mandatários lulopetistas, com a aprovação imediata e incondicional pelo parlamento dominado e submisso ao regime.
Em uma das mais recentes nomeações de Lula, foi aprovado sem questionamento o advogado do PT e de José Dirceu cuja conduta dispensa comentários, após leitura da denúncia abaixo, entre outros relatos de suas participações em luxuosas festas no Brasil e no exterior:
Além das agressões, baixarias e ameaças de gente dessa estirpe, umbilicalmente ligadas e subordinadas ao regime de exceção vigente, o julgamento do Mensalão já foi declarado nulo por antecipação pelos mandatários desde o início. As omissões e "falhas" da própria acusação, ameaças diretas e indiretas, o cenário montado para a "pizza" certamente levará a um pastelão.
Se estivéssemos em uma democracia, a condenação, punição e cadeia dos criminosos preservaria o Estado de Direito que já não temos há quase uma década.
A diPTadura pretende, após baixar a poeira do pastelão, consolidar a censura à imprensa já amplamente dominada através de verbas publicitárias maciças, financiamentos, doações e bolsas-progressistas a jornalistas aliados.
Pretende, além de impedir o acesso à informação (como a proibição do esclarecimento ao público sobre o Mensalão no 'site' do Ministério Público, que ainda pode ser acessado no link abaixo),
instituir a caça às bruxas e perseguição mais sistemática e cruel de quem se opõe ao regime.