"O STF e a OAB em campanha: impunidade para todos - Augusto Nunes - Jornal do Brasil
Daniel Dantas sabe das coisas, confirmou na quinta-feira a sessão do STF que acabou transformada, simultaneamente, em manifestação de solidariedade ao presidente Gilmar Mendes, manifestação de protesto contra os mocinhos e manifestação de desagravo aos bandidos. Poucas semanas depois de desencadeada a Operação Satiagraha, o STF presenteou Daniel Dantas com a ratificação do direito de delinqüir em liberdade, louvou o sacador de habeas corpus mais ligeiro do Brasil central (em dois dias, atirou duas vezes na primeira instância) e, em clima de comício, mirou na testa do juiz Fausto de Sanctis e no coração do delegado Protógenes Queiroz, cuja casa foi vasculhada na quarta-feira pela Polícia Federal. Nenhuma dúvida: Daniel Dantas sabe das coisas.
Tanto sabe que, na conversa em que ofereceu suborno a um delegado engajado na operação, o emissário do chefe da quadrilha informou que só os juízes da primeira instância preocupavam o comandante. Com o STF, por exemplo, o primeiro escroque internacional fabricado no Brasil saberia entender-se. É isso aí, mostrou a mais recente vitória da gatunagem chique.
O Supremo, contudo, já não pode ser acusado de esquecer a bandidagem que não sabe usar os talheres certos. No dia 30 de outubro, por 9 votos a 1, o time da toga declarou inconstitucional a realização de interrogatórios por videoconferência. Em vigor nos países menos primitivos, a lei que autoriza esse método, recomendável sobretudo a bandidaços, vigorava em São Paulo. Foi abolida.
Em juridiquês castiço, os doutores ensinaram que o método, aplicado nas paragens civilizadas para tornar a Justiça menos lenta e mais eficaz, “fere o direito de ampla defesa”. Até assassinos psicopatas precisam olhar nos olhos o juiz, o promotor ou a testemunha. “O preso não pode ser sujeito a tratamento desumano”, concordou a cúpula da OAB.
Preocupado com a vida sofrida dos prisioneiros, o clube dos bacharéis usou a mesma frase para justificar a maluquice de outubro: acabar com o Regime Disciplinar Diferenciado (RDD), aplicado a criminosos de altíssima voltagem. É uma antiga reivindicação do PCC.
Ser bandido no Brasil está cada vez melhor. O que vai ficando perigoso é agir honestamente. Pode até dar cadeia."

Hoje, li outro artigo em que tratavam o presiMente como operário. Como ex-metalúrgico, operário de verdade (trabalho há mais de 30 anos pelo bem de nosso país), sempre me ofendo quando formadores de opinião caem na ladainha do falso "presidente-operário" e o chamam de metalúrgico, operário, trabalhador, etc., o que é uma grande inverdade.
Esse elemento nunca gostou de trabalhar, a ponto de 'se acidentar' perdendo seu dedo mindinho da mão que não usa (ele deve limpar o traseiro com a outra) para se 'aposentar' como anistiado político isento de imposto. Sempre foi um pelego e explorou a classe trabalhadora e agora o povo brasileiro (para quem conhece sua quadrilha desde a época de São Bernardo). Cair na conversa de chamá-lo de operário é justamente fazer o jogo delles e ainda radicalizar a 'luta de classes' que elles preconizam, incentivando a discriminação social, racial e regional, sempre para tirar proveito das maiorias mantidas na ignorância.
Não sejamos nós ignorantes também. Trata-se de uma quadrilha organizada (qualificada em processo ora tramitando no STF), perigosa e poderosíssima, com vínculos inclusive em nível internacional (as FARC que o digam, ou melhor, já disseram: parabenizaram e jubilaram na época da "reeleição").
Estamos diante do desmonte das instituições de um país e dos valores de uma nação.
Este problema, superior à maioria das guerras que assolam o planeta hoje (também em número de mortes violentas), levará décadas para ser consertado, isto se a sua origem fosse afastada de imediato.