Não se esqueçam de malhar os siameses:



"MALHAR LULLA É A MELHOR VINGANÇA."
Dia de malhar lulla.
Neil eu malho lulla Ferreira:
Entre a trágica sexta-feira da morte de Jesus, agora um festivo feriadão,
e o domingo da alegria do milagre da Sua ressurreição e subida ao Céu, hoje dedicado a um inexplicável coelho-camelô, contratado pelo varejo para vender de um tudo, de perus a pneus, de chocolates a brinquedos,
de roupas a automóveis e até apartamentos financiados, há o sábado da malhação, no meu tempo chamava-se sábado de Aleluia.
Vizinhos de casa, de rua, de quarteirão, de praça, de botecos e seus times de bilhar, dominó, porrinha, truco, escopa e futebol, reuniam-se e davam
à luz gigantescos e horrorosos bonecos que eram pendurados em postes
e depois abatidos a pedradas, linchados e queimados pela turba vingativa.
A molecada roubava roupas mais ou menos velhas nas suas casas, as mães fingiam que não viam, os pais forneciam mão de obra voluntária nas
horas de folga e o alfaiate caprichava para fazer do seu boneco o mais
mal vestido do mundo.
A choldra era vingativa porque os bonecos justiçados representavam Judas, o apóstolo traíra que entregou Jesus aos zômi por 30 dinheiros – suficientes hoje para comprar meia-dúzia de deputados e encenadores da base aliada.
Ao meio-dia, sinos rompiam o silêncio da semana santa e repicavam a
sonora palavra de ordem para a malhação. Sirenes disparavam, buzinas tocavam, quem tinha mais dinheiro queimava-o soltando fogos.
Quem não tinha tanto assim, queimava a goela derrubando goladas
de passarela, beberagem feita com goró e uva-passa amassada.
Era tão letal que no bis o vivente engrolava a língua e desabava.
As hordas derrubavam o boneco ao chão a pedradas e pauladas,
onde era linchado, destruído e queimado.
Um espetáculo de risonha e feliz violência coletiva, que ensinava
sobre uma comunidade mais do que um curso de Ciências Sociais.
Equivalia aos "3 Minutos de Ódio" do livro "1984", de Orwell.
Ódio saciado, a patuléia reunia-se para a cevejinha da comemoração
da vitória do Bem sobre o Mal e comentários da heróica atuação de
cada um frente ao perigoso elemento.
Nunca foi levantada a hipótese de que apedrejaram, malharam, lincharam
e tocaram fogo no herói Número 2 do cristianismo. O Número 1 é Jesus.
Se Judas não cumprisse sua parte no trato, traindo Jesus e entregando-o
aos milicos romanos, Jesus não teria cumprido a Sua, que era morrer para salvar a humanidade, missão confiada pessoalmente por Seu Pai.
Só Deus Pai poderia conceber, produzir e dirigir tão diabólico cenário.
Seu próprio Filho no papel principal, condenado ao nascer a sofrer tortura
e morte horríveis para o Bem de todos.
O sucesso do Divino Plano dependia da coragem do principal coadjuvante, o traídor, que se por amor a Cristo pipocasse e não traísse, o que era muito possível, jogaria às profundezas do Reino de Lúcifer toda Divina Ordem
roteirizada pelo Senhor.
Por isso nunca malhei Judas, que forma com Cristo a dupla de principais heróis do cristianismo. Malhar Judas equivale a malhar Cristo, irmãos na mesma batalha pela nossa salvação. Os cristãos devem ser gratos a Judas.
Eu malho lulla porque elle traiu quem acreditou no seu gogó, na sua cara de pau alisada a botox, no seu sotaque, na sua sintaxe, nas suas promessas, nas suas mentiras.
Malho em lulla o PresiMente que nunca foi pego falando a verdade. Malho em lulla sua quadrilha de 40 Apóstolos, réus no Supremo pela maior onda de corrupção nunca antes vista neççepaíz e pela república sindicalista semi-
analfabeta que se apossou do pudê.
Malho em lulla as reformas previdenciária, política e tributária prometidas
e jamais cumpridas -- reformou só a mãinha marisa, a custo superfaturado.
Malho dirceu e paloffi em lulla, "nosso" delúbio, a ex-assaltante dilma, martaxa relaxa e goza, os milhões dos cartões corporativos, o poder da inguinoranssa, as 220 mil bocas federais ocupadas pela cumpanherada,
a ficção que é o PAC, mercadante, suplicy, lullinha, lurian.
Malhar lulla no sábado de Aleluia é tão gostoso quanto o almoço da família na Páscoa.
MALHAR LULLA É A MELHOR VINGANÇA.