13.8.12

Regime lulopetista eliminou Estado de Direito

Quando não há independência entre os 3 poderes, e estes passam a ser dominados por um partido ou uma quadrilha, não existe Democracia. Quando o Executivo, o Legislativo e o Judiciário de um país caem nas mãos de um grupo hegemônico de poder, temos a ausência do Estado de Direito, temos uma ditadura.
É o que hoje ocorre no Brasil. Não faltou sequer o culto à personalidade, a idolatria sistêmica, característica das tiranias mais infames.
Até uma ex-prefeita que foi chutada pelo chefão do esquema continua ajoelhada a ele.
 
A disputa eleitoral determinada pelo presidente de facto pela reconquista da prefeitura de São Paulo é um exemplo do grau de dominação, pressão e até "coincidências" com ataques de facções do crime organizado e armado, como em 2006 e 2010, para garantir o "resultado eleitoral" desejado, já que as eleições ainda são necessárias para manter uma fachada democrática. 

O julgamento do processo do Mensalão já é uma conquista do clamor popular e de patriotas na  imprensa e na sociedade civil que não permitiram que o maior crime federal fosse esquecido.

Mesmo assim, pelo fato de não ter havido 'impechment' quando o escândalo foi revelado, as instituições de nosso país foram desmontadas e anuladas nos 7 anos - de azar - que se sucederam. 
Culpa, entre outros, de membros da oposição, do MP, da PF e dos ministros do STF - e até do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso - que abafaram ou ajudaram a neutralizar o escândalo "em nome da governabilidade". Governabilidade para que tipo de "governante"? 
No ínterim, a corrupção por atacado, respaldada pela impunidade e blindagem dos chefões desde o presidente de facto até o último de seus parentes, assessores e associados, passou a ser o 'modus operandi' da organização criminosa internacional no Brasil. 
Neste ano, uma das novas variantes do Valérioduto (canal financeiro do Mensalão) foi descoberta: o Cachoeiroduto. O Mensalão continuou incólume, só mudou de formato.
Oito dos onze ministros do STF foram nomeados pelos mandatários lulopetistas, com a aprovação imediata e incondicional pelo parlamento dominado e submisso ao regime. 
Em uma das mais recentes nomeações de Lula, foi aprovado sem questionamento o advogado do PT e de José Dirceu cuja conduta dispensa comentários, após leitura da denúncia abaixo, entre outros relatos de suas participações em luxuosas festas no Brasil e no exterior:

Além das agressões, baixarias e ameaças de gente dessa estirpe, umbilicalmente ligadas e subordinadas ao regime de exceção vigente, o julgamento do Mensalão já foi declarado nulo por antecipação pelos mandatários desde o início. As omissões e "falhas" da própria acusação, ameaças diretas e indiretas, o cenário montado para a "pizza" certamente levará a um pastelão. 
Se estivéssemos em uma democracia, a condenação, punição e cadeia dos criminosos preservaria o Estado de Direito que já não temos há quase uma década.
A diPTadura pretende, após baixar a poeira do pastelão, consolidar a censura à imprensa já amplamente dominada através de verbas publicitárias maciças, financiamentos, doações e bolsas-progressistas a jornalistas aliados.
Pretende, além de impedir o acesso à informação (como a proibição do esclarecimento ao público sobre o Mensalão no 'site' do Ministério Público, que ainda pode ser acessado no link abaixo), 
instituir a caça às bruxas e perseguição mais sistemática e cruel de quem se opõe ao regime.

Um comentário:

Jaba disse...

Olá Fusca,
Bela matéria.
Parabéns!
Lá no blog, escrevi o que se segue:

"Não demora muito terá início o baile das togas, aquele em que cada um da turma dos onze (11) deitará os seus eruditos conhecimentos, conforme seja o estilo ou o gosto de cada um, vezes várias ininteligíveis na seqüência lógica e coerente das palavras, não só para "os mortais", como para "aqueles que acham que alguma coisa entendem".
E o baile terá início após o encerramento da fase de sustentação oral "das defesas", que já se avizinha, fase ainda em curso, caminhando para o seu final, na qual, não se conhecesse a origem, poder-se-ía dizer que todos são inocentes injustiçados, inclusive o "próprio" (aquele que não digo o nome, usurpador que é do nome de distinto cefalópode) por duas vezes afastado do viés processual, pela turma "suprema", com apoio do MPF.
Posso dizer, por interesse mesmo em não provocar uma hecatombe na tênue sustentação das instituições, que teimam em sustentar-se na frágil e débil democracia, dia a dia vivenciada, vilipendiada em sua alma, com o concurso consciente e não consciente de uma turba de "aproveitadores".
E quem deveria mostrar caráter para não participar do baile, continua silente, talvez na presunção de que tantos outros deveriam seguir o mesmo caminho, vez que agraciados com a mesma "pena" do que aquele, no assento ou ao assento de um assento cujo significado, e único significado, é o de pacificar a prevalência das leis na manutenção dos princípios impostos pela sociedade, hoje, minoria.
O que espero da "ressaca final do baile", mesmo no meu contumaz ceticismo: reverência e deferência ao constitucionalismo, na sua essência, ou seja, limitação do poder e supremacia da lei.
Assim se constrói um País, uma Nação, uma Sociedade, um Povo, um Aglomerado que enxerga na honestidade de propósitos a sua própria evolução e a sua subsistência."

Abs.,
Flávio