Não bastassem as narrativas do regime de Putin e da Ucrânia invadida, vemos um festival de militantes e jornalistas tomando partido ou mudando de lado e formando torcidas fanáticas.
Alguns hooligans das redes sociais acusam quem não entra na torcida de defensor do tráfico de crianças, do crime, do genocídio, da prostituição, da pedofilia, do "nazismo" do líder judeu ucraniano, dos reptilianos ou dos membros da cabala do fim do mundo.
Como Olavo de Carvalho analisou e Trump sublinhou, a fraqueza do Ocidente levaria Putin a ficar cada vez mais assanhado e disposto a expandir seus planos imperialistas de refazer o antigo império soviético ou russo. As viúvas de Stálin devem estar felizes hoje, conseguindo adeptos até nas fileiras da "direita capitalista".
O convite de Putin e a visita recente de Bolsonaro levou algumas pessoas de memória curta a esquecerem que até ontem aquele ditador era o culpado, junto com seu colega Xi Jinping, pela manutenção do sanguinário ditador da Venezuela no poder. O comunismo chavista tornou o país mais rico da América Latina no mais pobre, com o povo morrendo de fome e fugindo para o Brasil.
Os dois ditadores ainda são responsáveis pela longevidade da decrépita ditadura cubana, pelas fraudes eleitorais que recolocaram os membros do Foro de São Paulo no poder na Bolívia, Argentina e agora no Chile, sem falar em ditaduras na África, Oriente Médio e na Ásia. Isso tudo sem mencionar a trama sino-globalista para impedir a evidente reeleição de Trump. Nessa fraude, até os metacapitalistas se uniram aos maoístas para derrubar o "psicopata" que não fez o jogo do establishment e ainda garantiu paz ao mundo durante todo o seu mandato. Esse era o motivo para não permitirem sua reeleição.
Até alguns torcedores que se classificam como conservadores, liberais e defensores dos valores judaico-cristãos ocidentais passaram a aplaudir o ditador que invadiu a Ucrânia como se fosse o último defensor desses valores no mundo, o corajoso libertador que invadiu o país irmão para livrá-lo do nazismo, do globalismo cabalístico e do submundo. Mal sabem que estão replicando a narrativa da propaganda de Putin.
Esquecem que Zelensky foi eleito e tomou posse em 2019, de modo que as terríveis mazelas da corrupção, as máfias, laboratórios similares ao de Wuhan, tráfico e prostituição existem na Ucrânia há décadas, desde quando era alinhada ao Kremlin.
Além disso, o presidente eleito da Ucrânia também era fustigado pela mídia globalista por ser alinhado ao conservadorismo do presidente Donald Trump, situação similar à de Bolsonaro.
Logo após a invasão, Biden exortou Zelensky a renunciar e fugir da Ucrânia (dá a impressão que ele combinou isso com o russo) que o Tio Sam lhe daria asilo político e proteção.
O ator e apresentador (como Reagan e Trump) disse ao fantoche americano que não pediu carona, que seu lugar é junto ao povo e que lutaria contra a invasão. Isso não havia sido combinado com os russos.
O "Bolsonaro da Ucrânia" ou então "Gentili da esquerda" não era o comediante frágil e covarde que Putin e Biden achavam.
Em função de sua inesperada coragem e resistência ante a invasão russa, o incontestável apoio popular dentro e fora da Ucrânia fez a grande mídia mudar seu discurso.
Por outro lado, no front interno a democracia brasileira levou um novo golpe com a anulação monocrática de mais um crime de lesa-pátria do chefão que arrebentou o Brasil. A canetada do camarada Lewandowsky, da Junta de Governo instalada no STF, "apagou" o escândalo dos caças Gripen no qual a cria bilionária do Lularápio recebeu propina através de montadora sueca com filial instalada em São Bernardo do Campo. Uma das montadoras que o padre capo já achacava desde seus tempos de sindicalista.
Assim, o último resquício da Lava Jato é enterrado com a Constituição e com o Estado de Direito no Brasil, abrindo caminho para a fraude e encenação de "democracia" que, segundo os próprios membros da Ditadura da Toga anunciaram, recolocará o maior larápio da história do Brasil no poder. Já anunciaram o resultado das eleições de 2022 antes de realizá-la, de modo que poderiam até dispensar os gastos e a cansativa encenação eleitoral.

Como se o Brasil fosse apenas uma república bananeira, o deputado estadual Arthur do Val inventou de fazer turismo sexual explorando a fragilidade das refugiadas da guerra da Ucrânia, alegando fazer uma "viagem humanitária". Uma viagem internacional de toda forma está totalmente fora do escopo de sua legislatura. O elemento pertence à facção política golpista MBL, cujos membros se elegeram dizendo-se conservadores e bolsonaristas, e logo após as eleições revelaram-se oportunistas e passaram a exercer ferrenha oposição ao governo Bolsonaro, traindo seu eleitorado, assim como fizeram o governador Dória, a deputada Federal Joice Hasselmann, Alexandre Frota e outros vira-casacas.
No Dia Internacional da Mulher, o chefe da facção, Renan (mais um Renan) dos Santos, chamou a deputada Janaína Paschoal, a musa e heroína nacional pela sua iniciativa no impeachment de Dilma, de "porca invejosa", o que dá uma ideia do nível dessa célula chamada MBL.