17.8.14

Foi a Dilma


Como no caso dos apupos de baixo calão que surgiram espontaneamente nos estádios rebatizados de "arenas" a cada vez que o nome ou a imagem da presidentA aparecia, no dia 13 de agosto aconteceu outro fenômeno espontâneo de massas que inicialmente reflete apenas o estado de ânimo (ou desânimo), ou o desabafo do povo.
As palavras que lideraram o Twitter naquela fatídica quarta-feira foram #Eduardo Campos e... Foi a Dilma. Estas últimas 3 palavras não tinham # (hashtag), portanto não caracterizaram uma ação sincronizada de grupos ou comunidades das redes sociais. Consequentemente, foram espontâneas como o sentimento do povo pernambucano a respeito do inesperado acidente que vitimou o candidato presidencial Eduardo Campos.
Teorias da conspiração, boatos e difamações à parte, diversos fatos começaram a tornar muito turva a elucidação do tal acidente aéreo, que inicialmente parecia ter sido causado pelo evidente mau tempo daquele fatídico dia 13 de agosto.
Dia considerado de festa para o PT, que comemorava o aniversário de Fidel Castro, o Comandante Máximo da organização instalada no poder central do Brasil desde 2003, também foi o dia em que o "herói" dos Mensaleiros e (ex?)-terrorista José Genoíno recebeu sua liberdade definitiva por ter "cumprido" um sexto de sua pena em mansão de Brasília e idas e vindas à Papuda.
E, em silêncio, por trás de lágrimas de crocodilo e condolências formais, a facção regozijou com a perspectiva de uma vitória da postA no primeiro turno.
Mito ou fato, no imaginário popular - aquele que, segundo o presidente vitalício e o respectivo marqueteiro João Santana, interessa mais do que os fatos para o projeto de poder do PT - hoje replica as três palavras acima.

Devem ser investigados os motivos das alterações e dos vetos na lei sancionada por Dilma tornando as investigações de acidentes aéreos sigilosas: Lei 12.970 de 8 de maio de 2014:
e o respectivo projeto de lei anônimo, de "autoria" do PMDB do Piauí.
 http://www.camara.gov.br/proposicoesWeb/fichadetramitacao?idProposicao=377306   
e o parecer do Procurador da República Rodrigo de Grandis sobre a inconstitucionalidade dessa lei
Procurador alerta que Lei do Sigilo para acidentes dificulta investigação criminal
http://www.folhapolitica.org/2014/08/procurador-alerta-que-lei-do-sigilo.html?spref=tw

Também são dignos de análise:
  • o estranho fato de não haver gravação recente na caixa preta do jato
  • o ministro da defesa petista Celso Amorim, de passado político conhecido, transferir ao comandante da Aeronáutica Juniti Saito a responsabilidade pelas investigações sigilosas conforme a lei acima e este afirmar que "não estamos escondendo nada" (defendendo-se de uma acusação que ainda não fora feita)
  • as diversas informações contraditórias divulgadas e desmentidas durante a apuração da tragédia, a começar pela suposição inicial de tratar-se de helicóptero e não de avião, boatos sobre eventual "cansaço" do experiente piloto, explosão relatada por diversas testemunhas e abafada inicialmente na mídia
  • o "desabafo" sinistro do presidente de facto sobre a candidatura de Eduardo Campos, publicado por militantes lulopetistas em abril https://www.youtube.com/watch?v=CDTO9wqQ--Y  e Lula dizendo que "eles não sabem do que nós somos capazes" https://www.youtube.com/watch?v=zeNZ4VTzens
  • a campanha de difamação e desconstrução de Eduardo Campos promovida pelos sites do PT e pela esgotosfera bolsista dos MAVs, os militantes virtuais do regime lulopetista, https://www.youtube.com/watch?v=C1qTIzpIo6M e
  • principalmente as denúncias e propostas de governo do candidato à Presidência que o Brasil perdeu: http://www.folhapolitica.org/2014/08/palacio-do-planalto-virou-comite.html,  em especial o episódio em que o governo de Pernambuco prendeu 4 agentes da KGB de Dilma que espionavam o candidato: http://www.folhapolitica.org/2014/08/quatro-agentes-da-abin-foram-presos-por.html.



Foi confirmada a presença, numa encenação no mínimo hipócrita depois de tudo que destilaram contra o falecido candidato, de Lula, Dilma e 5 ministros do desgoverno lulopetista na cerimônia fúnebre do jovem político dissidente.


Atitudes da facção no poder por ocasião da queda do vôo 3054 da TAM em junho de 2007, por ocasião da divulgação de factóide que "livraria" a responsabilidade do desgoverno lulopetista sobre a tragédia. Entre as vítimas, estava o deputado Júlio Redecker, um dos principais denunciantes do Mensalão.


Parece que o povo não está mais engolindo o cinismo da falange das trevas, e que as três palavras do título acima refletem o sentimento geral, se não uma acusação direta, mas certamente a percepção popular de que a tragédia seria desejo da facção do poder. Para evitar constrangimentos (os já famosos apupos entalados na garganta), o povo certamente será mantido longe do enterro.

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