27.3.11

O enterro da probidade e das instituições



O regime instituído sorrateiramente em 2003 e consolidado nestes dias não permite uma perspectiva alvissareira para nosso outrora respeitado país.

O voto de minerva de Luíz Fux, 8° ministro nomeado pelo governo petista num colegiado de 11, parece uma fina ironia, mormente sabendo-se que a própria Constituição e leis anteriores à Ficha Limpa já exigiam a probidade dos candidatos. Permitir a sua posse, na prática, é flagrante prêmio à delinqüência. Não há contorcionismo jurídico ou verbal que consiga encobrir tal aberração real dos olhos do povo.
O suborno pago por "palestra" na LG, e o carrão blindado "presenteado" por magnatas árabes em outro "evento" do ex-futuro-presidente, caracterizam flagrante corrupção de quem ainda é governo, segundo suas próprias declarações.

A privatalhação que se anuncia da mais prestigiosa empresa nacional e segunda maior mineradora do mundo indica os rumos programados pelo regime petista para a iniciativa privada no futuro. Com descarada e ostensiva pressão político-ideológica do desgoverno e seus tentáculos síndico-partidários, os já desvirtuados fundos de pensão e com o achaque pessoal exercido por ignóbil ministro sobre um dos maiores acionistas, foi derrubado da presidência da VALE o gestor que multiplicou o valor de mercado, os lucros e a contribuição da empresa para o Brasil através de impostos e empregos. Pode-se imaginar o futuro dessa e de outras empresas privadas no regime de facto vigente desde o Mensalão: a empresa será privatalhada pelo dilmulopetismo.
Explico: a privatalhação petista é a forma peculiar de privatização que o referido regime impos a todas as instituições e entidades estatais, governamentais e da União. É a distribuição de todos os cargos de primeiro e segundo escalão a correligionários, aliados e familiares, hoje já avançando para o terceiro escalão, e o conseqüente uso privativo dos ativos, recursos e instrumentos dessas instituições, um verdadeiro saque horizontal e vertical que também tem sido chamado eufemisticamente de "transversalidade".

Os pretextos do uso "privatizado" dos recursos e do patrimônio público são os mais diversos, normalmente resumidos em clichês como "controle social", "políticas públicas de redistribuição de renda", "estratégias de inclusão social" e outras peças de ficção não mensuráveis e jamais observadas na realidade social do país que decaiu, em apenas 8 anos, para a terceira pior posição em desigualdade social no mundo (índice Gini).

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