24.11.07

Censura e Regime de Terror

Como nos tempos mais obscuros das Ditaduras passadas, o atual desgoverno é complacente com crimes hediondos (leis de Lulla) e implacável com 'crimes' de opinião.
O 'estabilishment' atual, a 'Nomenklatura' vigente persegue, classificando o terror como 'crime de comum', cidadãos cuja opinião é contra o desgoverno e especialmente quando denuncia a corrupção ligada aos poderosos ou acobertada por eles.
Principalmente em se tratando da máfia dos caça-níqueis, liderada por compadre - assumido como amigo de década, compadre mesmo - do despresidente. E ainda por cima em se tratando de primo de seu principal desafeto nas últimas eleições...

SÃO JOSÉ DOS CAMPOS -S P / PRIMO DE GERALDO ALCKMIN É VÍTIMA DE NOVO ATENTADO!
23/11/2007

Radialista João Alckmin é alvo de novo atentado em São José dos Campos
Tathiana Barbar da Folha Online

O radialista João Carlos Alckmin levou dois tiros em novo atentado nesta quinta-feira, em São José dos Campos (91 km a nordeste de São Paulo). Há cerca de cinco anos, em programa de rádio, ele denunciou a máfia dos caça-níqueis que atua no município.

João Alckmin, que é primo do ex-governador de São Paulo Geraldo Alckmin (PSDB), foi atingido por um tiro no pescoço e outro no braço, que atravessou a barriga.

No momento do atentado, o radialista passeava com seu cachorro na rua Humaitá, no centro da cidade. O cachorro ainda chegou a avançar no criminoso, que fugiu a pé e subiu em uma moto ao dobrar a esquina. Segundo a filha do radialista, a ação foi presenciada por testemunhas.

João Alckmin está internado na Santa Casa e não corre risco de morte. Ele será operado às 16h para a retirada da bala no pescoço.

Em 5 de julho deste ano, o advogado Rodrigo Duenhas, confundido com o radialista, foi atingido no pescoço por um tiro ao deixar seu escritório, em São José dos Campos. Ele estava no carro da advogada Tânia Lis Tizzoni Nogueira, que havia lhe dado uma carona, quando foi atingido. Tânia é mulher de João Alckmin.

A filha do radialista afirmou que seu pai, além dos atentados, já recebeu cartas e telefonemas anônimos.

O caso foi registrado no 1º DP de São José dos Campos e está sendo investigado pela DIG (Delegacia de Investigações Gerais).

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Cada país tem o apedeuta reeleito que merece. Ambos têm predileções com certo tipo de terrorismo:

Um Bin Laden com a proteção de Bush
por Argemiro Ferreira

O cubano-americano Luis Posada Carriles costuma ser chamado de "Bin Laden do hemisfério ocidental". Como explicar que o governo que declarou "guerra ao terrorismo" tenha libertado esse terrorista que se orgulha de ter dedicado a vida a fazer atentados, sabotagem, a fabricar bombas e até explodir um avião de passageiros com 73 pessoas a bordo? Tenho feito esta pergunta, como tanta gente, desde abril, mas não há resposta. ...

Agora o Congresso americano resolveu investigá-lo. Um subcomitê da Comissão de Relações Exteriores da Câmara iniciou audiências ontem, tendo chamado a depor o analista Peter Kornbluh (da organização Arquivo de Segurança Nacional), a jornalista Ann Louise Bardach, que entrevistou Posada para o "New York Times", o advogado do terrorista, Arturo Hernandez, e uma cidadã da Guiana, Roseanne Nenninger, irmã de uma das vítimas do atentado contra o avião em 1976. ...

Investiga-se, entre outras coisas, a razão da impunidade. Será por ter sido o terrorista treinado pela CIA? A família Bush deve saber: o atual presidente, que se diz horrorizado com Osama bin Laden (outro treinado pela CIA), mas não com Posada; seu irmão Jeb Bush, que se lançou na política liderando campanha em favor de um comparsa de Posada também celebrado em Miami; ou o pai deles, George H.W. Bush, que dirigia a CIA quando Posada explodiu o avião e matou 73 civis inocentes.

A Venezuela, em cujo espaço aéreo explodiu a bomba de Posada e Bosch no avião da Cubana de Aviación, já pediu a extradição dos terroristas. Chile (*pelo assassinato de Letelier) e Cuba também gostariam de ver punidos os terroristas. ...

Depois do 11/9, num esforço para não ser percebida a incapacidade de seu governo em prevenir o terrorismo de Bin Laden em Nova York e Washington, o atual presidente proclamou ao mundo que os regimes que ajudam o terrorismo ou recebem terroristas em seu território também são terroristas. Sob tal critério, claro, o governo dele também seria assim considerado, já que recebe e abriga Bosch, Posada Carriles e outros praticantes do mesmo esporte macabro.

Detalhes sobre a atividade criminosa dos dois estão fartamente documentados. Não só pela CIA, que os treinou, e pelo FBI, que os manteve um tempo sob vigilância, mas até por veículos de mídia influentes como o "New York Times" e o "Washington Post". Kornbluh obteve a liberação de documentos secretos sobre os terroristas. E numa reportagem de Anne Louise Bardach em 1998, o "Times" reproduziu confissões (gravadas) do próprio Posada sobre sua carreira terrorista na América Latina. ...

O FBI, a jornalista e o terror.
O excesso de tolerância do governo dos EUA frente ao foco terrorista de Miami encoraja há anos a ação de criminosos como eles. No seu livro "Cuba Confidential: Love and Vengeance in Miami and Havana", e em textos recentes para o "Washington Post" (a 12 de outubro do ano passado) e na revista "Atlantic" (edição de novembro de 2006), a jornalista Ann Louise Bardach fez revelações espantosas sobre esse submundo do terrorismo abençoado pelos Bush.

No "Post" (sob o título "Miami Vice: Why FBI is coming after me") ela contou que é perseguida pela contra-espionagem do Bureau Federal, que destruiu o próprio dossiê oficial sobre Posada (para acobertar os terroristas, presume-se) e hoje tenta obrigá-la a passar ao governo o que ela tem. Se ao menos fosse para algum eventual processo contra o terrorismo, tudo bem. Mas a suspeita dela é de que querem apenas destruir as provas ainda existentes contra os criminosos impunes.

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