5.8.07

A culpa é das vítimas











Assim como o neolampião culpou a sociedade pelos atos do crime organizado durante a campanha eleitoral do ano passado, agora, o desgoverno quebra acordos internacionais divulgando apressadamente o conteúdo de caixas-pretas e 'revela' os 'verdadeiros' culpados pelo maior desastre aéreo da história de nosso pobre país: os culpados são os pilotos.
Assim como a farsa do reversor quebrado, criada sob ameaças do governo à TAM para 'livrar' a cara do verdadeiro culpado, sabíamos que iriam buscar a culpa em toda parte e acabariam por culpar as vítimas. Esta cantilena é repetida pelo desgoverno atual a cada crise ou desgraça que desaba sobre nossa população. O neoimperador culpou, no Rio de Janeiro, a população pela péssima imagem da falta de segurança do país e mandou parar de 'falar mal'. Não é à toa que foi vaiado inúmeras vezes pelo Maracanã lotado, tanto na abertura quanto no encerramento do Pan, sempre que mencionaram seu nome. É a voz do povo.
A crítica não vem dos banqueiros nem de empresários da extirpe do vice-presidente e outros privilegiados membros do marajato nacional. Vem dos brasileiros pensantes, capacitados, esforçados, dos patriotas, profissionais e cidadãos que não encontram mais espaço para trabalhar com dignidade em sua própria terra.
E o neoimperialismo lulista não admite críticas, chamando as merecidas vaias e manifestações populares legítimas de 'golpismo'.
As bravatas de campanhas passadas, as acusações infundadas e difamações sistemáticas com o apoio de pseudojornalistas - hoje todos devidamente acomodados em ministérios ou grandes redes de televisão - não eram golpismo. Golpismo, na linguagem lulista, é qualquer crítica lúcida ao Estado Novo Lulista implantado em 2003. E cara de pau é sinônimo de 'carisma', nos olhos do cordão de puxa-sacos disfarçados de 'jornalistas' das grandes redes de TVs compradas com milhões de verbas publicitárias do Governo Federal, Banco do Brasil, Petrobrás, Caixas e afins, e dos jornalões governistas e seus 'institutos de pesquisa'.

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